A Microsoft anunciou um novo conjunto de otimizações para o Windows 11, introduzido a partir da versão 26H2 (build 26300.9818 ou posterior), com a promessa de entregar uma multitarefa até 40% mais rápida em computadores equipados com apenas 8GB de RAM. Os dados divulgados baseiam-se em testes controlados realizados pela própria empresa.
O que mudou no gerenciamento de memória
A principal modificação estrutural ocorreu na política de gerenciamento de memória ativa. O sistema operacional passou a conseguir manter até 2GB adicionais de dados ativos diretamente na RAM antes de recorrer ao armazenamento secundário. Essa mudança reduz a frequência de recarregamentos de abas de navegadores e de aplicativos mantidos em segundo plano.
Além disso, a Microsoft reestruturou o tratamento de tarefas básicas em segundo plano. Aplicativos como Iniciar, Pesquisa e Explorador de Arquivos apresentam respostas até 20% mais rápidas. O navegador Microsoft Edge também passou por revisões que diminuem seu tempo de inicialização em até 33%. Outras medidas implementadas incluem o descarregamento de Widgets até que sejam abertos e a entrada de abas inativas do Edge em modo de suspensão após 15 minutos sem uso, reduzindo o consumo passivo de recursos.
Redução no consumo geral
No balanço geral, as alterações aplicadas ao sistema, ao Edge e aos aplicativos do Microsoft 365 somam uma economia de até 900MB no crescimento de memória comprometida. Desse total, softwares como Word, Excel, PowerPoint e Outlook respondem por uma redução de até 360MB. A empresa ressalta, contudo, que para cargas de trabalho mais exigentes a recomendação oficial continua sendo de 16GB de RAM ou mais, visto que as otimizações buscam tornar o piso mínimo mais funcional e confortável, sem substituir a necessidade de hardware mais robusto.
Contexto de mercado e pressões sobre o hardware
A atualização ocorre em um momento de pressão no mercado de laptops de entrada. Com o custo da DRAM em patamares elevados, projeções de mercado indicam que o segmento de PCs abaixo de 500 dólares enfrenta desafios estruturais. Simultaneamente, concorrentes como o ecossistema da Apple com o macOS mantêm padrões de eficiência de memória que historicamente pressionam os fabricantes de hardware com Windows.
Manter a fabricação de laptops com 8GB de RAM em vez de 16GB é uma estratégia adotada pela indústria para conter o preço final dos dispositivos, o que torna essencial que o sistema operacional consuma menos recursos logo na inicialização, cenário que a atualização 26H2 busca endereçar.
Recepção dos usuários
As melhorias anunciadas geraram debates e ceticismo entre usuários em plataformas online. Enquanto alguns participantes relataram melhorias perceptíveis de desempenho após atualizarem para a nova versão do sistema, outros questionaram o tempo levado pela empresa para implementar tais ajustes e apontaram que softwares corporativos em segundo plano, como ferramentas de comunicação e antivírus, continuam exigindo bastante dos computadores. Críticas também foram direcionadas ao foco em recursos de inteligência artificial em detrimento de correções estruturais antigas, embora o impacto da concorrência externa tenha sido apontado como o principal catalisador para as mudanças recentes.
Fonte original: Hardware.com.br