A Volkswagen anunciou planos estratégicos para a produção nacional de seus dois primeiros utilitários esportivos híbridos flex plenos (HEV). Conhecidos provisoriamente sob os nomes de projetos Saga e A-SUV, os novos modelos têm lançamento previsto para o mercado brasileiro entre o final de 2027 e 2029, marcando uma significativa evolução tecnológica no portfólio da marca na América do Sul.
Construídos sobre a moderna arquitetura MQB Evo, os veículos representam as novas gerações nacionais do T-Roc e do Taos. Uma das principais inovações técnicas é a substituição do tradicional câmbio automatizado de dupla embreagem por uma transmissão de marcha única, solução semelhante à adotada por fabricantes como a BYD, que passa a trabalhar em conjunto com motores térmicos e elétricos inspirados em tecnologias de marcas japonesas e chinesas.
Sob o capô, o conjunto mecânico será integrado pelo propulsor 1.5 TSI Evo2 turbo flex operando em ciclo Miller. Este motor atua em parceria com uma bateria de íons de lítio de 1,6 kWh, instalada estrategicamente sob o banco traseiro. O sistema é complementado por um seletor de marcha giratório no painel e entrega uma potência combinada de 170 cv, além de um torque de 31,6 kgfm, priorizando a máxima eficiência energética tanto em percursos urbanos quanto rodoviários.
O funcionamento da nova caixa mecânica adapta-se dinamicamente às condições de condução e à velocidade do veículo:
- Até 60 km/h: O utilitário opera prioritariamente no modo totalmente elétrico ou no modo Serial, no qual o motor a combustão atua exclusivamente como um gerador para recarregar a bateria.
- Acima de 60 km/h: Entra em operação o modo Paralelo, que realiza o acoplamento direto do motor flex às rodas dianteiras, contando com o suporte pontual da unidade elétrica para otimizar o desempenho.
Em termos de dimensões e design, o projeto Saga contará com uma silhueta de SUV cupê, com comprimento aproximado de 4,50 metros. Já a nova geração do Taos será derivada do modelo chinês Jetta VS8, alcançando 4,63 metros de comprimento. Ambos os veículos serão fabricados no Brasil como parte do robusto ciclo de investimentos de R$ 20 bilhões planejado pela montadora alemã até o ano de 2028.
Fonte original: Canaltech