A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ampliou recentemente as licenças de espectro da Starlink no Brasil. No entanto, especialistas apontam que essa movimentação não significa que a empresa comandada pelo bilionário Elon Musk esteja prestes a se consolidar como uma operadora de telefonia tradicional em território nacional, modelo que a companhia tem buscado adotar em outros mercados globais, a exemplo dos Estados Unidos.
Enquanto no mercado norte-americano a estratégia envolveu a aquisição de espectro terrestre para viabilizar a prestação de serviços diretos de telefonia e dados, a atuação da empresa no Brasil seguiu um caminho regulatório distinto. Por aqui, a companhia obteve novas autorizações na chamada Banda S, uma faixa de frequência altamente especializada voltada para o desenvolvimento e operação de aplicações do tipo direct-to-device (D2D).
Essa tecnologia de conexão direta entre satélites e dispositivos móveis comuns dispensa a necessidade de antenas parabólicas ou receptores específicos, representando o futuro da conectividade em áreas remotas. A expansão dessas outorgas reforça o interesse da companhia em explorar nichos tecnológicos avançados no setor de telecomunicações brasileiro, mantendo o foco em sua infraestrutura orbital e em parcerias estratégicas para o ecossistema de comunicações.
Fonte original: Brazil Journal