Uma placa de vídeo lançada há mais de 12 anos chamou atenção no mercado internacional após aparecer em uma versão modificada e incomum equipada com 8 GB de memória de vídeo (VRAM). Trata-se da NVIDIA GeForce GTX 750 Ti, originalmente comercializada em 2014 com apenas 2 GB, que agora ganhou uma variante produzida pela fabricante chinesa Xynsviu.
O modelo adaptado foi adquirido pelo YouTuber RandomGaminginHD por 160 libras esterlinas na Amazon. Após a instalação e a realização de testes práticos, constatou-se que a GPU modificada ainda é capaz de executar títulos contemporâneos, embora imponha restrições severas de desempenho e qualidade gráfica.
Especificações técnicas da GTX 750 Ti de 8 GB
De acordo com dados divulgados pelo portal Wccftech, a placa modificada conta com um sistema de duas ventoinhas e ocupa dois slots de expansão no gabinete. O projeto dispensa conectores adicionais de energia, recebendo toda a alimentação necessária diretamente por meio do slot PCIe da placa-mãe.
A auditoria de hardware realizada com o utilitário GPU-Z confirmou a presença do chip gráfico original GM107, que integra 640 núcleos CUDA — exatamente a mesma quantidade encontrada na versão tradicional da GTX 750 Ti. Essa característica diferencia o modelo de outras variantes chinesas de 8 GB que utilizavam chips cortados com 512 núcleos CUDA, equivalentes à GTX 750 padrão.
A modificação principal concentra-se no subsistema de memória. A fabricante Xynsviu implementou oito módulos GDDR5 de 1 GB, totalizando os 8 GB de VRAM. Contudo, a frequência de operação sofreu um recuo de 1.350 MHz para 1.253 MHz. Como consequência, a largura de banda total caiu de 86,4 GB/s para 80,2 GB/s, contrabalançando a expansão da capacidade volumétrica de memória.
Desempenho em jogos atuais
Para mensurar o comportamento do componente, o testador utilizou um computador configurado com um processador Intel Core i5-12400F e executou diversos títulos em resolução de 1080p (Full HD).
Em Cyberpunk 2077, a GPU entregou uma taxa média de 30 quadros por segundo (FPS) utilizando as configurações mínimas e o recurso FSR 2.1 no modo Desempenho. Em Battlefield 6, sob parâmetros gráficos equivalentes e escala de resolução fixada em 50%, o resultado oscilou entre 30 e 35 FPS, com o consumo de VRAM superando a marca de 4 GB.
Outros títulos analisados apresentaram os seguintes índices de desempenho:
- Counter-Strike 2: 102 FPS, operando com configurações gráficas médias.
- ARC Raiders: 48 FPS, com gráficos no mínimo e TSR ajustado a 50%.
- Fortnite: 75 FPS, utilizando o modo Desempenho.
- Red Dead Redemption 2: 37 FPS, com gráficos mínimos e texturas ajustadas no Ultra.
- Overwatch: 76 FPS, com gráficos baixos e resolução dinâmica em 75%.
Limitações estruturais da arquitetura Maxwell
Lançada inicialmente em fevereiro de 2014, a arquitetura Maxwell representou um marco para a NVIDIA devido ao baixo consumo energético de aproximadamente 60 W e ao preço competitivo de estreia de US$ 149 na época. No entanto, o avanço tecnológico tornou a arquitetura obsoleta para os padrões atuais. Desde outubro de 2025, a NVIDIA encerrou a distribuição de drivers Game Ready para GPUs baseadas em Maxwell, mantendo apenas pacotes de correção de segurança críticos com vigência prevista até outubro de 2028.
Os testes práticos evidenciam que a expansão da VRAM viabiliza a execução de softwares que demandam maior alocação de memória, mas é incapaz de superar os gargalos de poder de processamento bruto de um chip gráfico defasado. Por essa razão, a GTX 750 Ti de 8 GB mantém um patamar de desempenho muito próximo ao da versão original de 2 GB.
Dessa forma, considerando o investimento financeiro exigido de 160 libras esterlinas, o hardware se posiciona primordialmente como uma curiosidade voltada ao mercado de entusiastas, sem representar uma alternativa viável para a montagem de computadores voltados aos jogos modernos.
Fonte original: Hardware.com.br