A Apple apresentou sua nova linha de MacBook Pro equipada com tela touchscreen, um lançamento que mobilizou o mercado de notebooks profissionais. Os modelos chegam com a tecnologia de display que a fabricante denomina PROLED XDR, baseada em Tandem OLED, e foi pensada para fotógrafos, artistas e editores de vídeo.
O preço base dos novos notebooks é US$ 400 superior ao da geração anterior. A informação foi divulgada no comunicado à imprensa da própria Apple, que detalha as especificações técnicas das telas e o público-alvo dos equipamentos.
O lançamento ocorre após um período de expectativa em torno da chegada do recurso touchscreen aos notebooks da marca. A Apple substituiu a nomenclatura técnica padrão OLED por PROLED XDR, designação que, segundo a análise do material divulgado, encontra justificativa nas especificações entregues pelo painel.
Tandem OLED e a arquitetura do painel
Os novos MacBook Pro utilizam a tecnologia Tandem OLED, usada pela primeira vez no iPad Pro M4. O sistema empilha múltiplas camadas orgânicas em um único painel de display.
Um gráfico presente no comunicado da Apple indica o uso de um arranjo de pixels triangular, e não de um sistema OLED RGB listrado, que pode oferecer textos mais nítidos.
A tecnologia Tandem OLED entrega alto brilho de pico em HDR, menor risco de burn-in e maior vida útil do painel. O painel também se mostra mais brilhante e mais preciso em cores quando observado de um ângulo. Ao mesmo tempo, preserva e amplia o principal atributo das telas OLED: contraste extremamente elevado.
Comparativo: PROLED XDR x Mini LED
O confronto direto entre as gerações destaca o salto técnico. Os novos MacBook Pro com PROLED XDR alcançam até 2.000 nits de pico em HDR, enquanto os modelos atuais com tecnologia Mini LED chegam a 1.600 nits de pico em HDR.
O número é alto para uma tela OLED e, se confirmado, posiciona o painel entre os mais brilhantes disponíveis em laptops OLED no mercado.
A taxa de contraste declarada é de 10.000.000:1, apresentada pela Apple como líder do setor e muito superior à dos MacBook Pro atuais.
Em precisão de cores, os novos modelos cobrem as gamas P3 (HDR) e Adobe RGB, com cobertura significativamente maior nas faixas de verde e ciano. A cobertura chega a 80% da gama Rec.2020 para edição e color grading de vídeo em HDR, índice relevante para a tela de um notebook usado para trabalho.
Calibração de fábrica e motor de display
A calibração de fábrica, descrita pela Apple como de ponta, alinha luminância, ponto branco e gama de cores aos alvos padrão.
Esse conjunto torna o painel útil para produção de filmes, tarefas de design e até imagens médicas, conforme a fabricante. Um motor de display avançado controla a cor e a luminância de cada pixel no nível de sub-milissegundo, compensando conteúdo, temperatura e ambiente.
O mesmo motor resolve um problema primordial do OLED: a degradação orgânica dos pixels ao longo do tempo, ao se adaptar ao uso de cada pixel. A taxa de atualização fica por conta da tela ProMotion de 120 Hz da Apple, voltada a jogos e criação de conteúdo.
Para quem trabalha ao ar livre ou em ambientes claros, há a opção de nano-textura, agora gravada com precisão no vidro de cobertura, segundo a Apple, para reduzir o reflexo.
Público-alvo e posicionamento de preço
De toda forma, para finalizar, segundo análises da mídia internacional, os novos MacBook Pro com telas touch PROLED XDR provavelmente não justificam o preço base US$ 400 mais alto para a maioria das pessoas.
O conjunto de tecnologias nas telas, porém, torna os modelos bastante atrativos para usuários que ganham dinheiro por meio de criação de conteúdo. É um público restrito? Sim, mas que normalmente está disposto a investir bastante dinheiro.
Fonte original: Mundo Conectado