A Apple deu início a uma campanha publicitária agressiva com o objetivo de convencer os usuários de computadores Mac a abandonarem o Google Chrome em favor do seu navegador nativo, o Safari. De acordo com a fabricante, o software proprietário oferece uma economia expressiva de energia, podendo garantir até cinco horas adicionais de reprodução de vídeo quando comparado ao principal concorrente.
Os testes divulgados pela companhia foram realizados em modelos de MacBook Air equipados com o chip Apple M5, confrontando as versões 27.0 do Safari e a 151 do Chrome. Os resultados indicam que o navegador da Maçã pode ser até 35% mais rápido no carregamento de sites, com desempenho superior especialmente em páginas acessadas com frequência, onde o sistema já armazena dados de acesso prévios.
Além da eficiência energética e da velocidade no carregamento de elementos visuais e páginas da web, a empresa destacou outros diferenciais técnicos do Safari. Entre eles estão a capacidade otimizada para reprodução de vídeos em resolução 4K HDR e a presença de recursos nativos voltados para o bloqueio de rastreadores, reforçando a segurança e a privacidade durante a navegação.
Batizada de “Stay on Safari” (“Fique no Safari”, em tradução livre), a iniciativa busca expandir a fatia de mercado do navegador. Embora venha instalado por padrão em todos os computadores com macOS, o aplicativo ainda enfrenta forte concorrência do Google Chrome, que se mantém como o navegador mais utilizado do mundo no segmento, conforme levantamento da Statista.
Para reforçar a estratégia, a campanha utiliza comparações diretas entre as duas plataformas por meio de frases enfáticas sobre o consumo de recursos e a gestão de dados. A Apple aponta que o “Safari toma um gole, o Chrome bebe tudo” ao se referir ao impacto na bateria, afirma que o “Safari remove a bagunça, Google empilha tudo” sobre distrações e gerenciamento, e conclui que o “Safari te protege, Chrome te revela” em alusão às políticas de privacidade de cada ecossistema.
A concorrência acirrada no mercado de navegadores não se restringe ao ecossistema da Apple. No sistema operacional Windows, da Microsoft, o navegador Edge também adota medidas semelhantes, exibindo avisos e alertas para tentar desestimular os usuários de baixarem e instalarem o Google Chrome em seus computadores.
Fonte original: Canaltech