A Apple encerrou o pregão de uma quarta-feira com alta de 0,5% em suas ações, registrando um valor de mercado superior a US$ 5 trilhões (aproximadamente R$ 25 trilhões) pela primeira vez em sua história corporativa. Embora a companhia já tivesse tocado esse patamar durante o intradia em momentos anteriores, quando chegou a liderar brevemente o ranking de empresas mais valiosas do mundo, os papéis costumavam recuar antes do encerramento das negociações.
Com a consolidação deste valor ao término do pregão, a Apple isolou-se como a segunda empresa mais valiosa do planeta e a segunda a cruzar a barreira dos US$ 5 trilhões no fechamento oficial. A pioneira nessa marca foi a fabricante de semicondutores Nvidia, que alcançou o feito em outubro de 2025 e atualmente caminha rumo à avaliação de US$ 6 trilhões (cerca de R$ 30 trilhões).
O avanço financeiro da Apple reflete a demanda robusta por seu portfólio principal, que inclui os smartphones da linha iPhone e os computadores Mac mini e iMac. A estratégia comercial da empresa ganhou novos contornos com a introdução de programas de assinatura para esses dispositivos nos Estados Unidos. No segundo semestre, a companhia expandiu seu ecossistema com o lançamento de novas versões do iPhone — incluindo um modelo inovador com tela dobrável —, além de fones de ouvido e relógios inteligentes atualizados, cujos preços no mercado brasileiro podem atingir até R$ 30.999.
Paralelamente aos resultados financeiros positivos, a Apple atravessa um momento de transição em sua cúpula diretiva. O período marca a sucessão de Tim Cook, que deixa o cargo após 15 anos como CEO, abrindo espaço para John Ternus, ex-vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware da organização. De acordo com informações divulgadas pela agência Bloomberg, Ternus desenha uma reformulação estratégica com foco redobrado na engenharia, flexibilização do tradicional calendário de lançamentos concentrado em setembro e enxugamento de cargos na gerência intermediária.
A nova gestão sinalizou internamente a necessidade de acelerar o desenvolvimento e a comercialização de produtos, estimulando a experimentação de novas ideias. O objetivo central dessa reestruturação é garantir que a Apple mantenha sua competitividade e capacidade de inovação na exigente era da inteligência artificial.
Fonte original: G1